Henry Jenkins, professor e diretor do programa de Estudos de Mídia Comparada do MIT, e autor do livro Cultura da Convergência aborda a questão da convergência como um processo cultural. Segundo ele esta estimula a participação dos usuários/consumidores nas decisões que antes ficavam restritas aos interesses dos veículos e marcas.
O professor acredita que consumir mídia é o mais importante. E as pessoas que se conhecem on-line são tão reais quanto os vizinhos. Entendo que convergência como um processo cultural está ligado ao fluxo de imagens e relacionamento, por exemplo, em são expressados desejos. Para consegui-lo as pessoas usam meios legais ou ilegais.
O consumo constante e a absorção de mensagens criadas pelos grandes centros midiáticos são uma posição quanto ao caso. E a produção pulverizada de mídia, em que as ideias veiculadas no Youtube são consideradas tão essenciais à cultura quanto aquelas veiculadas em redes de televisão, são outro ponto de vista.
De acordo com Henry, atividades em rede são habilidades que já estão sendo aplicadas em educação, religião, atividades militares, política e governo. As pessoas estão aprendendo lições importantes ao buscar entretenimento por meio do uso de computadores. Elas devem perceber o poder que têm por serem autoridades em algum assunto. Basta que descubram. Para isso há o meio virtual!
Atualmente é impossível saber de tudo. Os tempos hoje são de inteligência coletiva, num mundo onde ninguém sabe tudo, mas todos sabem algumas coisas. Cidadãos deveriam optar por confiar na comunidade à volta, com o intuito de processar as informações. Tornar-se-iam pessoas monitoradas. É preciso escolher o foco da atenção.
O papel dos famosos fãs que não são famosos mudou de figura! Pode-se dizer que são, desde algum tempo, o segmento mais criativo da sociedade. Isso porque já aprenderam a viver dentro dessa sociedade da informação em rede. E podem ser tachados como o coração da cultura da convergência.
Diante de um problema resolvido, um nicho em observação. A remixagem é um diálogo com o passado, um processo de colaboração com a cultura. Mas um dos problemas é que as leis de direitos autorais inibem esta atividade, restringindo o uso das obras aos seus proprietários. Jovens e empresas estão confusos sobre os limites dos dois conceitos numa época em que cada vez mais pessoas produzem mídia.
O uso justo precisa ser defendido. Segundo Jenkins, o Creative Commons permite que os artistas determinem quais direitos querem manter e quais querem liberar. Entretanto só artistas independentes usam tais licenças, enquanto que aqueles que têm o maior impacto no imaginário social, não usam. Será que o mundo virtual tal como se encontra, é uma experiência de democracia e liberdade? Para isso deve ser aberto à participação de todos.
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