
Somente depois de cinco meses de diploma suspenso, a Câmara dos Deputados conseguiu aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional – PEC – favorecendo o curso superior de Jornalismo. Será que a classe deve louvar o deputado Paulo Pimentel pela possível suposta possibilidade de retornar a obrigatoriedade do nosso diploma que impõe ficarmos quatro anos em uma cadeira de faculdade?
Caros companheiros de profissão, não dá pra comemorar a volta de alguma coisa que nos foi tirada. Não está acontecendo mais que o natural, para não dizer mais que a obrigação das autoridades que desejam que este país progrida na educação. É até contraditório ver o Brasil lutando para não ser um dos piores em ensino educacional e ao mesmo tempo eliminar a regulamentação de uma profissão.
Para quem acredita que o diploma não faz diferença alguma é simples: analise um universitário e uma pessoa que está para entrar na facul. Quem terá mais bagagem cultura? Por mais que esse indivíduo tenha um hábito assíduo de leitura, o acadêmico também terá que ter e ainda alcançará uma bagagem a mais que será aquela adquirida na classe.
Tenhamos bom senso. A chance de um jornalista errar, infringir leis ou condenar alguém antes da hora talvez seja a mesma de alguém que queira ser um jornalista. Mas a probabilidade de um repórter atingir seu objetivo levando sua história ao entendimento, levando informação omissa das autoridades de todos, é anos luz maior. Faço ressalva apenas à aqueles jornalistas, que não podem não ser chamados assim, da vanguarda ou da década de 60, por exemplo.
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