Estamos em era de discussão. Além da incerteza da permanência do jornalismo impresso em tempos futuros devido à transição para o meio digital, fala-se também sobre o prazo de validade da profissão de fotojornalista. Porém enquanto os jornais vivem a angústia da possibilidade de o amanhã não contar mais com leitores, as agências de foto buscam outras saídas para os respectivos profissionais.
Acredito que haja leitores fiéis aos jornais impressos, seja ele grande ou pequeno. Por manterem-se tradicionais, o público alvo acaba sendo restrito à faixa etária acima dos 45 anos. Há donos de veículos que já se perguntaram como será o público amanhã, e tomaram atitudes, conquistando também os jovens. Exemplo disso é o jornal “O Tempo” que quebrou tabus reduzindo seu tamanho.
Quanto às agências de fotojornalismo, essas muitas tiveram que fechar as portas por se depararem com bancos de imagens na internet. Mesmo com profissionais incríveis, o mercado acabou se tornando inseguro, não sabendo qual o destino do jornalismo visual.
Os fotojornalistas encontraram uma saída, talvez não tão boa: agenciamento de fotos produzidas por colaboradores através da web. É uma combinação de ativismo e jornalismo que resulta numa rede de colaboradores. Embora tenha produzido uma avalanche de material visual, não gerou lucro!
Bem ou mal, enquanto já acharam uma saída para os profissionais de foto, são poucos os proprietários de jornais impressos, principalmente os do interior, que buscam uma maneira de permanecer no mercado. É necessário inovação para conquistar o público jovem que está aí e viverá por muitos anos.
Quem não gosta de uma boa reportagem onde se aprende, descobre algo novo? Independente da resposta não se pode esquecer da colaboração que os jornais ainda prestam ás instituições educacionais. O público quer aprofundamento da notícia e também sua continuação, desfecho. Prestar contas com o leitor sobre o aconteceu depois.
As mudanças são amplas, mas é preciso coragem. Não se consegue nada sozinho, mas uma boa equipe de redação se chega ao longe.
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